Leiria

Quando damos uma volta ao Circuito em velocidade moderada apercebemo-nos logo que se trata de um circuito muito técnico, pois não podemos na maior parte das vezes negociar a curva pela curva, mas sim negociar algumas curvas levando em conta a curva que se segue, senão vejamos:

Quando passamos o traço da recta da meta onde se encontra á nossa esquerda a torre de controlo com o semáforo verde aceso, já vamos às 14.500 rotações, daí à primeira curva (1) (130km/h) uma direita a 180º é um instante; uma travagem forte (*).

Está negociada a primeira curva, que até podia ser mais rápida não fosse a preocupação em colocar o kart na posição ideal para fazermos a curva (2) esquerda bastante rápida e por isso muito difícil.

Como se isso não bastasse temos logo de seguida outra esquerda (3) e uma direita (4) muita técnica nos leva á recta a descer (recta do pinhal – 160km/h) onde atingimos as 19.500 rotações.

Aí respiramos fundo procuramos a trajectória ideal e preparamos a travagem (*) para a curva (6) (curva do Pinhal) uma direita a 180º e começamos a subir com o pé na tábua para o miolo do circuito (chamada chupeta) que começa numa esquerda difícil (7), seguida de uma direita (8) uma nova esquerda (9) e nova direita (10) todo feito muito depressa: mas nesta zona se falharmos uma destas quatro curvas não é possível abordar a curva (11) parabólica (Ayrton Sena) com o pé na tábua. Normalmente esta parabólica faz a diferença.

De seguida entramos na recta das boxes (cerca 150km/h) e com o regime do motor o mais em cima possível, que quase se esgota quando preparamos a travagem (*) para a curva (12 e 13) uma esquerda seguida de uma direita que antecede a recta da meta.

(*) Pontos possíveis de ultrapassagem.

Descrição por Rui Gomes (Ruca), ex-campeão distrital, num kart 100 cc da cat. Intercontinental A.
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