A Porsche tem sido um símbolo de sucesso e conquista, praticamente em todas as categorias de alto nível no automobilismo mundial. A história da marca nas pistas é coroada com mais de 23 mil vitórias e títulos importantes como as vitórias nas 24 Horas de Daytona e nas 24 Horas de Le Mans, onde é a campeã suprema.
Na Fórmula 1, foram três os títulos mundiais conquistados pela Porsche (apenas motor, chassis McLaren), uma marca cuja tradição de vitórias no automobilismo sempre se converteu em evoluções técnicas para os seus automóveis de produção.
Mas ao contrário da sua grande rival Ferrari, as conquistas na F1 sabem a pouco e o seu abandono prematuro retirou-lhe qualquer hipótese de acumular mais títulos.
Entra no grande circo em Nurburgring, 1957, com Edgar Barth em 11º (com menos 1 volta), Carel Beaufort no 14º (menos 2 voltas) e Ummberto Maggioli em 17º (abandono com motor partido). Note-se que esta era ainda uma prova de Formula 2.
Em 1959 apresenta um 4 cilindros derivado do RSK, conduzido por Jo Bonnier e Stirling Moss, tendo este último obtido 2 vitórias, em Aintree e Zeltweg.
Com o cancelamento da F2 em 1961, inicia-se a aventura da Porsche na F1.
Em 1962, desenvolve um 8 cilindros, refrigerado a ar, 4 carburadores Webber e 2 válvulas por cilindro, com 180hp desenvolvendo 9200rpm (na imagem em cima), mas não era tecnicamente dos mais desenvolvidos e competitivos projectos para a época, tendo ainda assim ganho o GP de França e obtido a Pole e um honroso 3º lugar no GP da Alemanha, debaixo de chuva torrencial, com Dan Gurney ao volante, num espectacular duelo com Surtees e Hill, tendo este último obtido a vitória.
A Porsche acabaria por abandonar a F1 em 1964, fazendo a sua última corrida, curiosamente em Nurburgring, ainda com o holandês Carel Beaufort, que sofreria um acidente fatal durante a qualificação, ganha por John Surtees em Ferrari.
Após esta retirada, dedicar-se-ia aos carros desportivos, nomeadamente os protótipos para Le Mans, onde obteria muito maior sucesso.
Nesta primeira incursão pelos monolugares, contabilizou 77 provas, tendo terminado 56 com destaque para apenas uma vitória, três 2ºs, um 3º, um 4º e quatro 5ºs lugares.
Em 1981, Ron Dennis solicitava à Porsche o desenvolvimento de um motor turbo para a McLaren. Daqui resultaria 2 anos mais tarde o regresso da Porsche com o McLaren/TAG (subsidiado por Mansour Ojjeh da TAG) o qual rodaria pela 1ª vez no GP da Alemanha em Agosto desse ano.
Em 1984, o motor de 1,5 litro, seis cilindros com turbo compressor domina os seus adversários, obtém 12 vitórias e sagra Niki Lauda como campeão mundial.
Entre 1984 e 1986, conquistam um total de 24 vitórias e três títulos mundiais consecutivos, sendo os outros dois com Alain Prost.
Em 1987, apesar de algumas vitórias ambos os títulos vão para a Williams e a Porsche dá lugar à Honda, que passa a equipar os McLaren.
Em 1990 a imobiliária Japonesa Footwork passou a patrocinar a Arrows, substituindo a USF&G. A companhia compra também 40% da equipa e paga à Porsche para lhe construírem o motor V12 que se estrearia em 1991.
Regista então o seu maior fracasso na F1. Os carros da Footwork Arrows, pilotados por Michele Alboreto, Alex Caffi e Stefan Johansson nunca conseguiram vingar com este pesado motor.
Tinha mais 60 kg que os restantes, era atrasado a nível tecnológico, usando ainda um sistema de distribuição herdado dos modelos da Can Am e além de pouco potente nunca se revelou fiável. Durou metade da temporada, sendo substituído na Arrows pelos Ford DFR e em 1992 pelos Mugen Honda.
A Porsche venceu de facto três mundiais de F1, com o Motor TAG Porsche de 1984 a 1986 mas terá sido isso, palmarés suficiente para esta tão prestigiada marca?