James Hunt comemora a sua vitória em 1977 no traçado de Watkins Glen com um cigarrinho e a bela da cervejinha.
Seria isto possível nos dias de hoje?
Um menu típico em dia de corrida
A altura em que as refeições são tomadas tem impacto na performance e nada é deixado ao acaso, particularmente num dia de corrida:
- 06:30 Pequeno-almoço: leite ou/e iogurte, cereais, fruta fresca...
- 07:00 Massagem para revitalizar e aquecer os músculos
- 08:30 Warm-up
Durante o dia os pilotos bebem carboidratos, que são uma excelente via para hidratar o corpo e providenciar energia sem interferir com a digestão.
- 09:00 Briefing técnico seguido de actividades promocionais
Preferencialmente, o almoço deve ser tomado 4 horas antes do início da corrida, mas em regra é difícil coordenar isso com a agenda do dia de corrida. Assim, os pilotos optam por:
- 10:30 Uma porção ligeira de massa e sopa com vegetais
- 11:00 Descanso, podendo mesmo dormir
- 11:40 30 minutos de massagem para reactivação muscular
- 12:15 Preparam-se para entrar nos carros
- 13:00 Início da corrida
No final da corrida, de novo briefing e actividades promocionais, seguidas de massagem de relaxamento e uma refeição focada na recuperação das proteínas e vitaminas perdidas.
O que acontece...
De acordo com a BMW, Robert Kubika perdeu seis quilos durante o período de Inverno anterior ao início da época 2009, cortando a massa da sua alimentação e aumentando o consumo de peixe.
Aparentemente, esta perda permitiu à equipa a utilização do peso correspondente em lastro, distribuindo-o no carro de modo a completar os 605 kg de peso mínimo, de forma mais eficiente.
A dieta de Kubica não é comum à de outros pilotos. Na realidade cada piloto segue a sua própria dieta, desenhada de modo a preencher todas as áreas nutricionais do corpo humano, em especial aquelas que mais em foco estão nesta actividade.
É frequente dizer-se que os pilotos queimam calorias suficientes que tornaria possível comerem qualquer coisa. Contudo isso não é assim.
Manter o corpo num estado saudável é prioritário, principalmente pelo esforço dispendido durante quase duas horas de corrida intensa.
Gabriele Polcari da Renault, diz que é importante alguma flexibilidade no regime alimentar, pois forçar um piloto a ingerir alimentos que não gosta, também é contra producente.
Cada piloto tem por isso um regime talhado à sua medida.
Essencialmente os pilotos necessitam proteínas, fazendo por isso parte da dieta as carnes brancas e os ovos. Os carboidratos também são necessários, nomeadamente durante a fase de treinos, sendo as massas e o pão incluídos na alimentação.
Cereais, frutas e vegetais providenciam as vitaminas e as fibras essenciais, tendo-se sempre em conta que tudo deve ser ingerido na quantidade certa, sem excessos de um ou outro tipo de alimento.
Apesar de o álcool ser desencorajado, um copo de vinho pode ocasionalmente ser permitido.
Como qualquer outro desportista de alta competição, o piloto tem também que ajustar os seus hábitos alimentares passando, por exemplo, a comer mais vezes e em menor quantidade em cada uma delas, permitindo assim uma melhor digestão e absorção dos nutrientes, sendo o jantar a mais leve das refeições, tipicamente de peixe e vegetais.
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